O Senhor das Moscas – William Golding


Loading

O Senhor das Moscas – William Golding

Imagem da internet - o Senhor das moscasWilliam Gerald Golding, nasceu em 1911, Inglaterra.
Em 1935, após publicar um volume de poemas, gradua-se em literatura inglesa na Universidade de Oxford. Além de escritor, trabalhou como professor e dramaturgo.
Ingressa na Marinha inglesa em 1940. Durante a Segunda Guerra Mundial, participa da ofensiva que persegue e afunda o navio alemão Bismarck e do desembarque das tropas aliadas na Normandia, em 1944. Depois da guerra, volta a lecionar. Seu romance de estreia foi “O Senhor das Moscas”, publicado em 1954. Na sequencia, viriam “Os Herdeiros” (1955) e “Queda Livre” (1959), entre outros títulos.
Em 1980, recebe o Booker Prize, pelo livro “Ritos de Passagem” e em 1983, é agraciado com o Prêmio Nobel da Literatura. Cinco anos depois, é intitulado cavaleiro do Império Britânico.
Golding morreu em 1993, deixando um romance inacabado.
A trama se passa em uma ilha, em algum lugar da Europa, quando um avião transportando crianças para longe da guerra, se choca e cai no oceano. De alguma forma, somente algumas crianças, sem idade definida, sobrevivem neste acidente. Dentre os pequenos, provavelmente um mínimo de seis anos até os adolescentes, três garotos se sobressaem. Ralph, responsável em colocar ordem de uma forma democrática e civilizada, se vê em uma luta persistente com Jack, que se mostra um facilitador de desordem, depois um tirano, ou um próprio ditador. Entre eles, rege a inteligência, a ciência e a lealdade, representada por Porquinho.
Um enredo que trás muitos simbolismos que poderá ter várias interpretações para cada leitor.
* Em momentos de reflexão, temo o homem, quando o vejo transportado na lei da sobrevivência. No passado, o espetáculo em que viveu, aprendeu a seguir regras e normas com presteza, é facilmente descartadas quando se vê num mundo sem leis. A facilidade de alguns líderes em se esquecer do que é certo, da pureza, da ordem que os definem como um ser pensante, é caracterizado apenas pelo poder sobre os outros.
Até onde uma pessoa, pode e deve tirar a vida de outrem? Onde realmente termina a nossa liberdade e começa a de outro ser humano? E o que seremos capaz de articular por um pedaço de alimento, talvez até mesmo água? Será que o ser humano, na verdade, é um bicho?
Qual é o papel do Estado, do Direito, das Instituições, na barbárie e na violência da sociedade?
As diferenças entre as pessoas são claras. Umas agem melhor com a razão, outras com a emoção e ainda tem aquelas que conseguem ponderar as duas coisas. Eu não saberia dizer, onde me enquadro. Mas numa hora como essa, onde o que vale é a sobrevivência, penso que o melhor é sair pela tangente, mesmo que para isso seja necessário morrer.